domingo, junho 28, 2009

A chama imensa: Em quem eu voto

Por Ricardo Araújo Pereira (in ABola)

NA próxima sexta-feira realizam-se as eleições para a presidência do Sport Lisboa e Benfica e, pelo menos até ao momento em que escrevo, nenhum candidato ou candidato a candidato foi atirado por umas escadas abaixo. Já não é mau, e acaba por ser motivo de orgulho: no Benfica há candidatos (e há também escadas) e eles podem concorrer com a certeza de que não serão incentivados a fracturar o crânio contra um degrau.

Quanto aos candidatos, calculo que Bruno Carvalho não tenha convencido muita gente — até porque, aparentemente, não conseguiu convencer o próprio Bruno Carvalho. Eu confesso que concordo com muitas das ideias de Bruno Carvalho. O problema é que Bruno Carvalho não concorda. Tenho, por exemplo, simpatia pela ideia segundo a qual a identidade do clube sai reforçada se forem benfiquistas a representar e a trabalhar no Benfica. Foi o que disse Bruno Carvalho. E depois convidou Petit, um boavisteiro confesso, para mandatário de campanha. Também acredito que o Benfica precisa de uma liderança forte, determinada e coerente, que não diga hoje uma coisa e amanhã outra. Foi o que defendeu Bruno Carvalho. Depois disse que Jorge Jesus seria despedido por si no dia seguinte às eleições, e uma semana depois disse que Jorge Jesus não seria despedido por si no dia seguinte às eleições. Penso que o papel de Rui Costa no futebol do Benfica é inestimável. Bruno Carvalho também. Mas quer despromovê-lo de director desportivo para conselheiro do presidente para a área do futebol. Quer isto dizer que os conhecimentos de Rui Costa sobre futebol não o qualificam para dirigir, mas apenas para aconselhar. Bruno Carvalho deixa que Rui Costa colabore, mas o que o maestro sabe sobre futebol deve ser depurado pelo superior julgamento de Bruno Carvalho.

Como é evidente, também tenho divergências (é certo que pequenas) com Bruno Carvalho. Por exemplo, não concordo com o conceito de geração de Bruno Carvalho. O candidato afirmou que Carlos Azenha (técnico que propõe para o Benfica) era o melhor treinador português da sua geração. Sucede que Carlos Azenha é três ou quatro anos mais novo que José Mourinho. Não tenho dúvidas de que Carlos Azenha seja competente (por alguma razão Jorge Jesus o convidou para adjunto quando treinou o Vitória de Setúbal), mas enquanto for da mesma idade de José Mourinho (e julgo que terá dificuldade em deixar de o ser) não será o melhor da sua geração. Discordo, igualmente, do conceito de competência de Bruno Carvalho, que afirma que a actual direcção é totalmente incompetente. Bruno Carvalho é sócio efectivo do Benfica desde o ano passado, e é possível que tenha começado a acompanhar a vida do clube apenas nessa altura, mas quem se lembra da situação em que o clube estava quando Vale e Azevedo saiu terá mais cuidado a avaliar as capacidades dos actuais dirigentes. Além disso, não concordo com o conceito de justiça de um candidato que propõe tratar de igual modo todos os dirigentes adversários: desde os que estão a cumprir pena de suspensão de dois anos por tentativa de corrupção aos que não recebem árbitros em casa para tomar café.

Havia também o Movimento Benfica, Vencer, Vencer — que, para movimento, há que reconhecer que está um bocado parado. Era um movimento que tinha projecto, ideólogos e lista — só não tinha presidente. Tentou arranjar um, mas não conseguiu. E torna-se difícil mobilizar milhares de sócios quando não se tem capacidade para mobilizar só um.

Ponderadas todas estas questões, concluí que concordo com quase tudo o que diz Bruno Carvalho e que, tal como o movimento de notáveis, desejo que o Benfica vença (e até, se puder, que vença vença). Mas é mais ou menos por isso que vou votar em Luís Filipe Vieira.

Aquilo mais parecia era a faixa de Gaza...


Que tristeza. Ontem em Alcochete.
Já em 2004 hove uma invasão em Alvalidl instigada pelo chefe da claque!!!
Depois é o Luís Filipe Vieira que apoia criminosos e instigadores da violência!!!
Fernando guerra (in Abola): problema não está em saber quem atirou a primeira pedra mas sim permitir que o jogo fosse disputado em cenário de santos populares!!!

Há 30 anos que é assim... está a falar da associação assumidamente corrupta: o FCP!!!

Citações retiradas do livro «Jogo Sujo», de Fernando Mendes e Luís Aguilar (ed. Livros De Hoje, Grupo Leya)

«Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros ingredientes que facilitaram o nosso percurso vitorioso. Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping (pelo menos conscientemente)»

«Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»

«No meu tempo, o doping era tomado de duas formas: através de injecção ou por recurso a comprimido. Podia ser antes do jogo, no intervalo, ou com a partida a decorrer, no caso daqueles que saíam do banco (...) A injecção tinha efeito imediato, enquanto os comprimidos precisavam de ser tomados cerca de uma hora antes do jogo»

«Em alguns clubes onde joguei tomei Pervitin, Centramina, Ozotine, cafeína, entre muitas outras coisas das quais nunca soube o nome»

«Cada jogador tomava uma dose personalizada, mediante o seu peso, condição física ou última vez que tinha ingerido a substância (...) Porém, nos jogos importantes era sempre certo (...) Quando se sabia que não iria haver controlo antidoping, nunca falhava»

«Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...) O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin»

«Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno»

«Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica»

«Em determinada temporada (...) sou convocado para um encontro particular da Selecção Nacional. (...) Faço uma primeira parte fantástica, mas ao intervalo começo a sentir-me cansado e tenho medo de não aguentar o ritmo (...) O jogo realiza-se num estádio português (...) Estão lá um médico e um massagista de um clube onde jogo (...) No intervalo, peço a esse médico para me dar uma das suas injecções de doping. Saio do balneário da Selecção, sem que ninguém se aperceba, e entro numa salinha ao lado. É aí que me dão a injecção pedida por mim. Volto a frisar que ninguém da Selecção se apercebeu»

in maisfutebol

Olha a famosa "Amarelinha"...

quinta-feira, junho 25, 2009

Se fosse no Benfica...

Aqui há gato

... O caso Cissokho serviria para exemplificar o circo em que se transformou o clube da Luz. Como não foi, a maioria da comunicação social optou por salvaguardar a idoneidade da estrutura do FC Porto, culpando os malandros do AC Milan.

Ainda assim, estava à espera que se aproveitasse o caso Cissokho para glorificar um pouco mais "Jorge Nuno Pinto da Costa" - senhoras e senhores, é incrível como agora o FC Porto, para além de desviar atletas que iam para o Benfica, consegue ficar com jogadores que foram dados como certos no gigante AC Milan! Enfim, já não é novidade que a maioria da comunicação social, se fosse fisicamente possível, faria todos os dias amor com a estrutura do FC Porto. Como não é, limita-se a manter uma relação estritamente platónica.

http://www.record.pt/noticia.aspx?id=e947e2c1-a6c6-4cd4-8f72-3211984c7884&idCanal=00000124-0000-0000-0000-000000000124

quinta-feira, junho 18, 2009

Carta aberta a Jorge Jesus

Jesus,

Deves achar estranho porque Te estou a escrever e nem sequer é Natal. No entanto, desta vez não venho pedir Playstations, não quero nenhum LCD e há muito que já perdi o fascínio por bonecas insufláveis, para ser mais preciso há 14 dias.

Estou-Te a escrever porque Te quero agradecer por teres ouvido as minhas preces. Só Deus – que é como quem diz, o Teu Paizinho – sabe a quantidade de Domingos que eu passei na igreja a clamar “Glória a Jesus! Glória a Jesus!” e a pensar “…e Jesus no Glorioso! E Jesus no Glorioso!”

Grande Jesus, escolheste o clube certo. Os outros intitulam-se “grandes”, mas grande à Tua dimensão só mesmo o Benfica.
O Porto também não era mau, porque nota-se que ali há gente humilde e solidária: aquela malta recebe qualquer pessoa que tenha problemas pessoais. E um apito na boca.
Agora o Sporting, Jesus? Livraste-Te de boa: se aquele plantel soubesse que lá estava Jesus, 90% do treino eram para Te fazerem queixinhas e os outros 10% eram para o João Moutinho Te pedir um Action Man e o Miguel Veloso dizer-Te que o Miguel Veloso pediu-Te para tu lhe dares uma Barbie.

Podes ter alguns problemas de adaptação ao princípio, nomeadamente com o público feminino. Admite: Tu podes ser Jesus, mas para o mulherio benfiquista o Quique era Deus.
Queres um conselho? Esquece isso. O público macho está contigo.
Nomeadamente os casados.

Deixa-me agora que Te diga que, no que depender de mim e dos verdadeiros sócios e simpatizantes do SLB, vais ter paz. Assim como vamos ter paciência para Ti, espero que tenhas paciência para as nossas idiossincrasias, e para a carrada de piadinhas que vais ouvir (parece impossível, mas acredita que há palermas que vão escrever a brincar com o facto de Te chamares Jesus.
Ridículo.)

Como a malta benfiquista já conhece as piadas e gozos todos de cor, derivado de já termos sido presididos por João Vale e Azevedo, vou-te pôr ao corrente de algumas situações que sei de antemão que vão acontecer na próxima época:

1. Todas as capas de Jornais vão associar qualquer efeméride futebolística benfiquista à tua religiosidade, com tiradas do estilo:

- “Nem Jesus os salva”;
- “Aquela defesa é um ‘Ai Jesus’!”
- “Aleluia! Balboa marca um golo”;
- “Jesus dá sermão ao plantel”
- “ Sporting 0 – Benfica 5: Jesus é um Senhor”

2. Ninguém vai querer saber quando fazes anos: toda a gente Te vai dar os parabéns no Natal;

3. No fim-de-semana da Páscoa, até podes ir à frente do campeonato e ganhar a taça da Liga, mas as televisões vão sempre passar filmes de Ti a ser crucificado.
Conselho: desliga a TV na Sexta-feira Santa. E no Sábado de Aleluia. E já agora, no Domingo de Páscoa;

4. No fim do campeonato, não interessa se és campeão. Vais sempre ver lenços brancos. Não Te assustes, que ninguém Te quer mandar embora: são os festejos do 13 de Maio.
“E quem é que Me garante isso”, pensarás Tu. E eu respondo-Te: o Teu instinto. Usa bem os Teus sentidos, e tenta perceber a origem dos milhares de lenços brancos que fores vendo. Porque há uma grande diferença entre dois benfiquistas transtornados a dizer “Oh Jesus, vai para casa!” e duas benfiquistas beatas a cantar “Avé, Avéé, Avé Mariiiiiiaaaaaa…”
Pensa nisto com carinho.


Permite-me que termine com um elogio: gosto do Teu cabelo, pá. Confesso que à primeira vista parece um erro de casting de cabeleireiro, metade pintado de branco e outra metade com raízes pretas. Mas à segunda vista já só parece feio.
E gosto porque sinto que é essa Tua vicissitude capilar que me garante cá dentro que vamos ser campeões. Jesus, a História do Benfica campeão é feita de animais da bola. Sempre foi, desde o Pantera Negra nos anos 60 à Velha Raposa em 2005.
Agora, depois de 4 anos perdidos com indivíduos pouco zoófilos, chegou a Zebra da Táctica. Estou confiante!


Deste sócio e fã,


Juvelino

in (http://projectosdiferidos.blogspot.com)

quarta-feira, junho 17, 2009

"Vou ser campeão nesta casa"


S. JORGE ( a história diz-nos que derrotou o Dragão)

quinta-feira, junho 11, 2009

Estamos no defeso mas a bola não pára.

Por Leonor Pinhão (in "Abola")

Bruno Alves, há que reconhecer, é mesmo especial. Para o pessoal do Benfica, pessoal onde me incluo, ao longo das últimas épocas, Bruno Alves foi simplesmente um jogador importante do clube rival. Aquele tipo de jogador a que chamamos de intratável, se bem me faço compreender. Mas vai uma grande distância daí até entender como admissível, melhor, verosímil, o interesse anunciado por grandes clubes da Europa, os maiores de todos, na sua contratação.

Tal como Cristiano Ronaldo — que sempre me parecia ter marketing a mais e association a menos — só me convenceu, em definitivo, com aquele golão marcado ao FC Porto nos quartos-de-final da última Liga dos Campeões, também Bruno Alves me fez esperar pela cabeçada atómica que deu no esférico nos segundos finais do jogo de hoje da Selecção Nacional na Albânia.

É preciso ser craque a sério para fazer aquilo que Bruno Alves fez em Tirana. Não é que o adversário fosse intratável — é uma das piores selecções europeias —, nem que a marcha do relógio tornasse impossível o milagre porque enquanto há jogo… há bola e tudo pode acontecer... mas é preciso conhecer os portugueses em geral e o futebol português em particular, para entender a dimensão do feito que nos permite continuar a sonhar com o Mundial de 2010.

Bruno Alves é um excelente defesa-central, como muitos outros, mas tem uma característica que evidenciou hoje e que o torna raro: é um anti-acomodado. E isto no futebol ao mais alto nível tem muito valor.

Estávamos já todos, para aí uns 9 milhões, acomodados à ideia de que o empate com a Albânia era certo, e que o adeus à África do Sul estava lavrado, e que o seleccionador era uma besta e que os jogadores eram uns mandriões, e, como portugueses que somos, estávamos adoravelmente acomodados a estas ideias tão tristes e tão fadistas, quando Bruno Alves, o anti-acomodado, foi à área contrária, esperou por uma bola centrada, trepou por um escadote imaginário, subiu mais alto que todos os adversários e companheiros, e ferrou com a tola um disparo feroz que deu em golo e deu em vitória e adiou a depressão nacional que já se antecipava em gozo sofredor.

Depois o árbitro apitou para o final do jogo e os jogadores portugueses terminaram a sua actuação em abraços e choros de felicidade como se tivessem ganho a final do Campeonato do Mundo ao Brasil perante uma audiência global de biliões de telespectadores. Esta é que foi mesmo a parte deprimente.

Domingo, 7 de Junho

Ah, um domingo sem futebol…

Segunda-feira, 8 de Junho

Os órgãos sociais do Benfica demitiram-se em bloco como era previsível a partir do momento em que Luís Filipe Vieira não escondeu que pretendia antecipar o acto eleitoral marcado, estatutariamente, para Outubro. Tivesse Vieira para as coisas do futebol, a intuição animal e o saber prático, intratável, que tem para estas coisas da política interna, e o Benfica já somaria um ror de títulos nacionais e internacionais.

Ou seja… se o presidente do Benfica fizesse gato-sapato dos adversários externos como faz dos adversários internos… imaginem, caros benfiquistas, como ia bordejado a ouro, a diamantes e a tacinhas de todos os tamanhos e feitios, o nosso palmarés desportivo dos últimos anos.

Se do Benfica para fora, Luís Filipe Vieira não tem sido um presidente auspicioso, já do Benfica para dentro Vieira é o mais feliz dos homens. E até a sorte que lhe tem faltado nas disputas nos campos desportivos, tem-lhe sobrado nos despiques internos.

Pode, por exemplo, ter tido azar a contratar treinadores e jogadores para a equipa de futebol, mas tem tido uma sorte dos diabos com o presidente da Assembleia Geral, Manuel Vilarinho que, no seu estilo muito pessoal, o tem poupado a inúmeros disparates e azedumes.

São um mimo as declarações de Manuel Vilarinho à imprensa depois de consumada a marcação do acto eleitoral para 3 de Julho. «Quem é o senhor Bruno não sei quantos?»… «Benfiquista sou eu e mais dez ou vinte. Mais ninguém…»… «Vieira dá 9-1 ao Veiga»… e por aí fora, neste estilo desabrido, semi-enlouquecido, que faz dele o actor/autor do enredo e que poupa Luís Filipe Vieira aos incómodos de ter de responder aos ofendidos.

Terça-feira, 9 de Junho

A notícia é, de facto, sensacional mas, curiosamente, não lhe foi dado grande destaque. Não passou da coluna das breves. E, no entanto, pela primeira vez desde que abandonou a presidência do Benfica, João Vale e Azevedo foi ilibado pelo Justiça da suspeita de um crime.

De acordo com a Lusa, «o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu não levar Vale e Azevedo e o empresário Paulo Barbosa a julgamento» por não existir «fundamento para a acusação» sustentada pelo Benfica contra ambos «de desvio de um milhão de euros» referentes «à apropriação de verbas na compra de 17 jogadores».

Mas o que é que se terá passado para uma anormalidade destas acontecer?

Confiando na Justiça, como é direito e dever de qualquer cidadão de um Estado civilizado, teremos de concluir que João Vale e Azevedo não se abotoou com o maçaroca de terceiros e será, precisamente esse, o tal facto sensacional à luz do registo histórico que é do conhecimento de todos.

Ao contrário do futebol, a Justiça não é um jogo. Mas se fosse um jogo, com as componentes da sorte e do azar, quase seria caso para concluirmos que o azar de Vale e Azevedo foi ter sido acusado sozinho em todos os processos visto que, assim em que foi acusado com companhia, logo foi ilibado. Ou seja, no caso em discussão, a sorte de Vale e Azevedo foi ter a companhia de Paulo Barbosa. Isto, evidentemente, se a Justiça fosse um jogo de sorte e de azar.

Longe vão os tempos em que o ditame antes só que mal acompanhado fazia sentido. O decisivo, agora, quando se trata das justiças da bola, é a companhia: antes bem ou mal acompanhado, do que só, faz a lei. Temos, também de hoje, o exemplo magnânime da sanha punitiva da Comissão de Disciplina da Liga de Clubes: na sequência do processo Apito Dourado, lá foram relegados para as divisões abaixo, os poderosos Vizela e Gondomar. Acompanham-se um ao outro nesta baixeza e, por ironia do destino — que é o mestre da sorte e do azar —, talvez se possa ainda salvar, na secretaria, o Boavista da descida de divisão a que foi sujeito, no campo.

É verdade que estamos no defeso. Mas a bola não pára.

Quarta-feira, 10 de Junho

Na Estónia, muitas caras novas na Selecção. E ainda podiam ter sido mais (as caras novas) se Beto, guarda-redes do Leixões, não tivesse brilhado a tão grande altura contra os avançados da casa. Sobretudo na segunda parte, Beto fez tantas e tão boas defesas que impediu a estreia de Moreira na selecção principal. O que se compreende e aceita. Carlos Queiroz não quis ser acusado de fazer uma má substituição e bastava Moreira ter sofrido um golo para que isso voltasse a acontecer.

quinta-feira, junho 04, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

Feliz Dia da Criança.


Feliz "Dia da Criança" para as minhas crianças.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde as crianças ganham presentes.
É um dia em que se pensa nas centenas de crianças que continuam a sofrer de maus tratos, doenças, fome e discriminações.
E um feliz dia aos crescidos, porque todos temos uma criança dentro de nós!!!

domingo, maio 31, 2009

A chama imensa: O que o Benfica venceu este ano

Por Ricardo Araújo Pereira (in ABola)

Os benfiquistas andam fartos do futuro. A culpa é, evidentemente, do próprio futuro: promete que vem, mas nunca mais chega. É desagradável. E o presente, infelizmente, não nos entusiasma. Que ganhou o Benfica este ano? Um triste troféu, e mais nada. Mas, pensando bem, talvez tenhamos ganho mais qualquer coisinha: ganhámos um Miguel Vítor, um Ruben Amorim, ganhámos um lateral-direito que não sabíamos que já lá estava, e ganhámos o regresso do Moreira à baliza e à Selecção. Sem o sabermos, pode ser que tenhamos começado a ganhar o futuro. Se, paralelamente, surgir uma vaga de árbitros alérgicos à cafeína, poderão estar reunidas as condições para se começar a ganhar qualquer coisa.

Como é costume, no último jogo do campeonato a equipa do Porto entrou em campo com o cabelo azul. Confesso que não sei que tipo de tinta usam os portistas para pintar a cabeça, mas é certamente uma tinta que não adere ao gel. O árbitro, Pedro Proença, apareceu com a cabeça na sua cor original. É pena que um dos homens que mais contribuiu para o tetra não tenha podido festejar devidamente.

Ao que parece, a CMVM acredita nas manchetes dos jornais desportivos. Haja alguém. No dia em que um jornal publicou mais uma notícia, nunca confirmada, da contratação de um novo treinador pelo Benfica, a CMVM suspendeu as acções do clube até o caso estar esclarecido. Se o Benfica pretende manter em segredo as suas opções no que diz respeito à equipa técnica, o melhor é dizer que o assunto é tabu. Os senhores da bolsa toleram tabus instituídos pelos clubes, mas não lhes perdoam notícias de jornal. A contratação de Ramires também já tinha sido motivo para um pedido de esclarecimento. Os organismos financeiros admitem que os clubes negoceiem defesas-centrais com clubes que não possuem o seu passe e que a transacção ocupe as páginas dos jornais durante semanas, com declarações do jogador, lamentos do clube que detém os seus direitos desportivos, e bitaites dos dirigentes do clube que os deteve em tempos mas já não detém. Mas são inflexíveis quanto a centrocampistas adquiridos ao seu legítimo proprietário. É preciso saber muito de finanças para compreender o futebol português.

A final da Liga dos Campeões foi ganha pela equipa que Pinto da Costa queria que ganhasse. Mais ou menos o que acontece cá, mas sem café. O presidente do Porto tinha justificado a preferência pelo Barcelona com as afinidades que os dois clubes teriam. Recordo que o Barcelona chegou à final depois de eliminar o Chelsea num jogo em que o árbitro perdoou cinco grandes penalidades à equipa catalã. Realmente, é o que se chama, na gíria, uma vitória à Porto.

sexta-feira, maio 29, 2009

“E porque hoje é sexta…”

Conselho de amigo.

quarta-feira, maio 27, 2009

Uma verdade inconveniente.

Diz o povo que os campeões são sempre justos vencedores. Faz sentido que assim seja. Mas em Portugal existem verdades inconvenientes que colocam essa ideia em causa. Tome-se como exemplo a época 2008/2009 do futebol português. Espelho dos últimos 20 anos cá do burgo, ficou marcada pela polémica. Mais: acentuou tendências e muito ficou a dever à verdade desportiva.

Mas antes que nos acusem de sermos tendenciosos… avancemos com objectividade. O que lhe passamos a apresentar é a lista de jogos em que o Benfica foi prejudicado ou beneficiado na Liga Sagres. Jogos em que existiu clara influência no resultado. Logo na primeira jornada, em Vila do Conde, o Benfica não foi além de um empate a uma bola. Mas poucos se lembram de uma grande penalidade cometida sobre Aimar em cima do minuto 90.

Uma semana depois, novo empate, desta feita frente ao Futebol Clube do Porto. Jorge Sousa esqueceu-se da uniformidade de critérios. Expulsou Katsouranis por faltas normais, mas deixou o amarelado Cristian Rodriguez em campo após sucessivas jogadas de extrema dureza.

Mas o Benfica estava forte no campeonato e só não atingiu a liderança porque no jogo grande da 5.ª jornada foi novamente prejudicado. Yebda até fez o 2-0 em Matosinhos, mas viu o golo ser-lhe mal anulado. Aproveitou o Leixões, que empatou ao cair do pano. Não foi à quinta, foi à sétima jornada que o Benfica confirmou a liderança.

No berço da nação, coube a Aimar e a Suazo brilharem na vitória por 2-1 sobre o Vitória de Guimarães. Mas poucos se lembrarão dos erros do senhor Carlos Xistra. Primeiro foi Aimar a ser derrubado na área vimaranense. E que dizer dos critérios disciplinares? É que se Reyes viu dois amarelos forçados, já Andrezinho teve via verde para pontapear a cara de Suazo.

Contra ventos e marés o Benfica liderava. Até que a injustiça chegou à Luz. Lembra-se de Vasco Santos? Trata-se do árbitro portuense que não expulsou Sandro após agressão a Reyes no Benfica-Vitória de Setúbal. Curioso o facto de nessa mesma jogada o árbitro só ter dado a lei da vantagem até o Benfica ter o descaramento de marcar. De repente as regras mudaram e eis que o Vitória de Setúbal ficou com o caminho aberto para chegar ao empate.

Pior ainda fez Pedro Henriques duas semanas depois. Quando no último minuto Cardozo apontou o golo da vitória, o juiz tratou de anular o remate certeiro do paraguaio. Razão? O facto de Miguel Vítor ter olhos na nuca. E assim o Nacional saiu da Luz com o nulo.

O ano de 2009 começou com uma derrota na Trofa. Muito se falou da má exibição “encarnada”. Ninguém duvida disso. Mas alguém ainda se lembra que Reguila inaugurou o marcador quando estava em fora-de-jogo? Pois… No entanto, à 14.ª jornada o mundo parou. O Benfica venceu um jogo fruto de um erro da arbitragem. Caiu o Carmo, caiu a Trindade. E tudo só porque David Luiz estava uns quantos centímetros em fora-de-jogo.

Nada que não fosse atenuado na semana seguinte. No dérbi do Restelo, Suazo foi atropelado por Baiano quando estava isolado. As leis da FIFA são claras: o lance era merecedor de falta e de cartão vermelho. Já se adivinha qual foi a opção de Elmano Santos. Acontece que o Benfica se mantinha na luta pelo título. E tinha a possibilidade de resgatar a liderança em pleno Dragão. O conjunto de Quique Flores foi superior e cedo se colocou em vantagem. O que ninguém esperava era que Pedro Proença descobrisse um sebastiânico toque de Yebda sobre Lisandro Lopez.

Tudo se decidiu nos dois jogos seguintes na Luz. Duas derrotas em que a arbitragem voltou a estar em evidência. Primeiro foi Marquinho a aproveitar o posicionamento em fora-de-jogo para dar os três pontos ao Vitória de Guimarães. Depois foi a Académica a vencer no estádio do Benfica. Um jogo ferido de morte pela inexplicável decisão de Marco Ferreira em anular um golo limpo a Aimar. O mesmo jogador que na primeira parte fora alvo de um injusto fora-de-jogo.

Na Madeira, nova derrota. Para a história fica o 3-1 aplicado pelo Nacional. Mas ainda fica na memória a mão de Cléber em plena área nacionalista. E assim Jorge Sousa deixou passar em claro a grande penalidade que daria o 2-2 a um Benfica em crescendo. Até mesmo o consequente empate com o Trofense ficou manchado pelo apito. É certo que o Benfica poderia ter feito mais. Mas alguém se recorda que Paulinho estava em fora-de-jogo no lance em que cabeceou para o segundo golo da formação nortenha?

E assim chegámos ao final de mais uma época não sem antes, em Braga, o Benfica voltar a ser prejudicado. A vitória benfiquista não tolda a memória acerca da entrada por trás de Luís Aguiar a Katsouranis. Uma agressão que Artur Soares Dias não viu. O mesmo árbitro que logo depois expulsou Yebda de forma incorrecta.

Faça-se as contas. O Benfica viu ser-lhe subtraída a módica quantia de 16 pontos devido a crassos erros de arbitragem.

Estórias de um “tretacampeonato”...

in
slbenfica.pt

quinta-feira, maio 21, 2009

XXXI - Capeia da Casa do Concelho do Sabugal – 6 de Junho 2009


Campo Pequeno acolhe Sabugalenses

Definida desde 26 de Setembro do ano passado, aí está a grande manifestação, característica da raia Sabugalense, como todos bem sabem.

Com este acontecimento há sempre novos motivos para relatar ou historias para divulgar, mas o que nos une, verdadeiramente, é um desejo de reencontro e convívio, para além da adrenalina das “esperas” dos touros ao Forcão, bem como a emoção de estar a escassos metros, desafiando o perigo, frente a animais possantes e voluntariosos, que não desistem de marrar ao Forcão, nem de tentar apanhar algum mais afoito, ou menos prevenido.
Se no ano passado, a novidade dominava os espíritos, pese embora a mensagem, talvez não tenha passado completamente, este ano já não haverá grande desculpa, pois o evento foi decidido e noticiado com bastante tempo de antecedência, esperando que chegue a todos os cantos, por onde pululam sabugalenses.
A Direcção da Casa tudo tem feito e continuará a fazer, para que o maior número de pessoas sejam informadas sobre a Capeia, através de contactos directos, da imprensa regional, dos sites na Internet e outros meios que tem vindo a desenvolver, afim de que possa abranger o maior número de aficionados das nossas tradições.
A avaliar pelo que temos constatado nos últimos tempos, reina grande entusiasmo com esta Capeia, esperando-se uma boa participação de Sabugalenses, tanto da zona da grande Lisboa, como do Concelho, cuja vinda é uma certeza, bem como mais uns quantos, que já não dispensam este evento, seja aqui, ou lá em cima, na raia.
É a Capeia anual, sendo também muito forte o desejo de visitar e desfrutar o Campo Pequeno, ou não fosse a principal Praça do País, funcionando como um íman, atraindo a curiosidade de miúdos, graúdos, novos, menos novos e todos os que gostam da nossa tradição, que sempre aparecem por estas alturas.
À semelhança de todas as Capeias, esperamos um dia em grande para os Sabugalenses, em pleno coração de Lisboa, onde um Concelho do interior se prepara para causar algum furor, assim o esperamos, pelo menos entre nós, já que mais não seja, sentindo orgulho das nossas origens, organizando, pela 31.ª vez, um espectáculo único no Mundo, oriundo da nossa zona.
A Casa do Concelho do Sabugal conta com o apoio de todos e todos não seremos demais para prestigiar e engrandecer o nosso Concelho, por mais um pouco que seja, que será sempre bem-vindo.
No próximo escrito divulgaremos mais alguns pormenores e outras informações sobre este acontecimento, que é a Capeia Arraiana do Concelho de Sabugal em Lisboa

Por: Esteves Carreirinha
Texto retirado da jornal Cinco Quinas (edição online)

quarta-feira, maio 20, 2009

Hino ao "treta".

Lá vai o Tetra,
O Tetra ladrão,
Só é campeão,
Graças à corrupção.

Todo ele é fruta,
E chocolatinho,
O Polvo ataca,
Em todo o joguinho.

Seja no Dragão ou por Portugal,
Até na sua ausência,
Todo o roubo é normal,

Lá vai o Dragão,
O dragão às riscas,
Amigo do chorão,
E de todas as lagartixas.

Nada os para,
Pois é um país de chachada,
É furto atrás de roubo,
Nas derrotas dão porrada.

Lá vai o Tetra,
O Tetra ladrão,
Só é campeão,
Graças à corrupção.

É árbitros atrás de árbitros,
Putas atrás de putas,
Até com as escutas,
A justiça os desculpa.

Com o Peidolas senil,
Os roubos são aos mil,
Seja no relvado ou no Pavilhão,
São o campeão da corrupção

Foi cuidadosamente rapinado daqui

Será mesmo assim????

SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.

Nenhum politico fala nisto... porquê?????????

Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.

Imaginem só a bronca.......:::::)))))))))

A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.

Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.

VOTEM EM BRANCO......!!!!!!!!!!!!!!

A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que não queremos ESTES políticos!!!

Espalhem para se obter a maioria.

domingo, maio 17, 2009

O Artur Soares Dias? ... saiu ao pai!!!

Inacreditável, mesmo sem nada a ganhar conseguimos ser roubados. Independentemente da merd@ do jogo não servir para nada foi a pior arbitragem da época. Árbitro fraquíssimo. Uma miséria, uma pobreza. Enfim... siga para o próximo há mais!!! E depois é o Benfica não joga um c*.

A chama imensa: Jesus, o Papa e os anjinhos

Por Ricardo Araújo Pereira (in ABola)

«
O que há num nome?», perguntou Shakespeare, que não sabia nada de futebol. Ou talvez soubesse: na quarta cena do primeiro acto do Rei Lear, Kent pretende desmerecer Oswald, e resolve insultá-lo chamando-lhe «jogador de futebol». No tempo de Shakespeare, o futebol era um jogo violento, quase animalesco, bem diferente do que conhecemos hoje, com a excepção do que é praticado por Bruno Alves. Mas quando Julieta argumenta contra a importância dos nomes, dizendo que aquilo a que chamamos rosa exalaria um perfume igualmente doce se tivesse outra designação qualquer, faz-nos pensar. E se o próximo treinador do Benfica se chamasse Jesus? Seria isso suficiente para que o Glorioso fizesse frente ao Papa? Será redundante apontar um Jesus para dirigir uma equipa que, tantas vezes, perece composta por anjinhos? O Jesus original conseguiu multiplicar os pães, mas o Papa opera um milagre mais eficaz, que é o da multiplicação da fruta. Jesus tinha uma equipa de 12 discípulos, mas a equipa do Papa costuma jogar com 14. Poderá este novo Jesus fazer algum milagre? Confesso que não sei. Haja fé.

Quando, há umas semanas, falei aqui do, digamos, jornalista António Tavares-Teles, alguns leitores manifestaram surpresa: não sabiam, ou já não se lembravam, da célebre escuta em que o, digamos, jornalista Tavares-Teles foi apanhado a combinar a publicação de um texto falso com Pinto da Costa, e menos ainda se recordavam da deliberação do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, segundo o qual o, digamos, jornalista Tavares-Teles havia infringido objectivamente o artigo n.º 1 do Código Deontológico dos Jornalistas, logo aquele que obriga a «relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade». São esquecimentos naturais: em Portugal, a tarefa de recordar todos os que mandam a honestidade às malvas requer um esforço de memória hercúleo, e os pequeninos são os primeiros a serem esquecidos. Recuperar este tipo de episódio constitui, por isso, serviço público. Assim sendo, prossigamos.

Desta vez, gostaria de recordar um texto memorável que o, digamos, jornalista Tavares-Teles escreveu (ou alguém por ele, nunca se sabe) no jornal O Jogo, em Julho de 2007. Começava com uma consideração interessante: «Ana Salgado pôs em causa — sem na SIC o nomear, é verdade, mas isso porque a pessoa que a entrevistou não lhe pôs algumas perguntas que devia ter-lhe posto — um membro da equipa de Maria José Morgado, no que diz respeito à actuação de Carolina na tentativa de acusação a Pinto da Costa. «O leitor vê o mesmo que eu? Por um lado, a fé nas declarações de Ana Salgado, que os portistas só renegaram desde que a senhora, antes pura e agora pérfida, veio acusar Pinto da Costa de lhe ter oferecido envelopes mensais com 5.000 euros para mentir a seu favor em tribunal. Por outro, a censura ao profissional que não lhe pôs algumas perguntas que devia ter-lhe posto". O, digamos, jornalista Tavares-Teles esquece-se de que nem todos os jornalistas são assessorados por gente esclarecida que lhes diz o que devem escrever e perguntar. Não é elegante exigir aos colegas que tenham a mesma sorte que ele.

A seguir, o, digamos, jornalista Tavares-Teles (ou alguém por ele) deixa uma interrogação: «em que é que o depoimento de Carolina Salgado vale mais (ou menos) do que o de Ana Salgado?» Hoje sabemos que, de facto, o depoimento de Ana Salgado valia mais. Há quem diga, aliás, que valia 5.000 euros por mês.

quinta-feira, maio 14, 2009

"14 de maio de 1994"

Já passaram 15 anos?!?!
Faz hoje 15 anos desde a última vez que o Benfica foi aterrador, empolgante e sublime.
Faz hoje 15 anos que João Vieira Pinto fez a exibição da vida dele (nota 10 atribuída pelo jornal ABola).
(imagem rapinada aqui)
Lembro-me como se fosse ontem. Quando terminou o jogo fui para a queima das fitas mamar umas minis. Que bem me souberam.
Este foi o meu último Benfica.
Veja o video resumo do jogo "AQUI".

Simulacro!

Este domingo Benfica faz simulacro de vitória na Liga Sagres

"Este domingo terá lugar em Lisboa um simulacro da vitória do Benfica no principal campeonato de futebol português. A exemplo do que acontece com os simulacros de grandes acidentes naturais, coordenados pela Protecção Civil, o Benfica pretende preparar os seus adeptos e a cidade para a eventualidade de voltar a ganhar o campeonato nacional de futebol. Este evento, onde são esperadas mais pessoas do que na última vitória do Benfica na volta a Portugal em bicicleta, obrigará ao encerramento de várias ruas em Lisboa como a 2ª circular, Av. Lusíada, Av. Liberdade e claro Marquês de Pombal. O novo Hospital da Luz também vai ser palco do simulacro com maior incidência na área de cardiologia e tratamentos de excessos de álcool. O director de comunicação do Benfica, João Gabriel, explicou ao IVA : “este simulacro é muito importante para que os nossos adeptos não percam o hábito de festejar o título e para testarmos que tudo funcionará em caso de eventual futura vitória. Todo o evento será coberto pela Benfica TV mas apenas com a imagem do José Carlos Soares a relatar os acontecimentos. A saúde do nosso presidente também exige que o vamos preparando com estes simulacros.”

Contra a corrente: O Braga-Benfica vai ser o jogo do ano (mas do próximo ano)

Por Leonor Pinhão (in ABola)

Se Quique ganhar a Jesus, logo muitos benfiquistas torcerão o nariz ao treinador português. Ah, mas se o Sp. Braga ganhar ao Benfica, este Jesus arrisca-se a conseguir convencer os cépticos e até os ateus


O Sporting de Braga-Benfica do próximo domingo é o jogo do ano para o Benfica. Mas de qual ano? — perguntarão, certamente, os leitores mais picuinhas. E é essa mesma a questão que deve ser colocada. Tratando-se de um encontro da penúltima jornada de um campeonato há muito perdido, o deste ano, a que propósito é que a deslocação do Benfica a Braga assume uma importância capital para os benfiquistas a ponto de poder ser considerado o jogo do ano?

Do próximo ano, evidentemente. Convém esclarecer porquê.

Trata-se do treinador. Do próximo treinador.

Um treinador tem muita importância no desempenho de uma equipa de futebol. Há quem defenda que o Benfica precisa de um treinador que se enquadre num projecto longo prazo e que convença os sócios e adeptos de que será necessário dar tempo ao florescimento de uma estrutura vencedora e há quem defenda que um bom treinador para o Benfica seria aquele que ganhasse um campeonato assim que chegasse ao Estádio da Luz.

A solução do treinador para o projecto a longo prazo nunca vingou porque nunca foi experimentada e nunca o será. A solução do treinador que chegasse, visse e vencesse vingou brilhantemente na época de 2004/2005 com Giovanni Trapattoni, cujo único longo prazo que se lhe reconhece é o da sua própria idade e, sobretudo, o da sua imensa sabedoria.

À míngua de vitórias, esta questão do projecto a longo prazo como condição sem a qual não conseguirá triunfar nenhum treinador do Benfica transformou-se num utensílio de argumentação sempre disponível por esta altura da época quando, feitas as contas todas, se verifica que nos últimos 15 anos o Benfica ganhou apenas um campeonato. E graças a um treinador de curto prazo.

Ouvir discutir o Benfica em termos da necessidade de dar tempo a um projecto ganhador a longo prazo é um contra-senso. É coisa de amnésicos. O único projecto ganhador a longo prazo que faz sentido discutir no Benfica é o próprio Benfica, fundado em 1904 — e longo vai o prazo mais do que centenário — com pressupostos tão bem estipulados pelos seus fundadores que o projecto vingou por décadas e décadas, exportou-se como modelo nacional e internacionalmente, dispensando qualquer importação de tecnologia alheia a si mesmo.

Está mal, portanto, o Benfica quando se esquece de si próprio, da sua história, e se oferece às circunstâncias permitindo que lhe discutam a questão do treinador em termos de «tem projecto a longo prazo» ou «não tem projecto a longo prazo».

É por tudo isto que o Sporting de Braga-Benfica do próximo domingo é o jogo do ano para o Benfica. Em antecipação por causa do treinador do próximo ano, assunto que já está em premente discussão.

Frente a frente vão estar Quique Flores, o treinador que aparentemente está de saída, e Jorge Jesus, o treinador português que aparentemente está em primeiro lugar na lista dos possíveis substitutos do infeliz espanhol. Jesus e o Braga estão em alta depois de um campeonato que superou as expectativas e até de uma presença mais do que meritória na Taça UEFA, bem no oposto do que foi o Benfica de Quique Flores na mesma competição europeia e que se resume numa palavra: lastimável.

De acordo com alguns inquéritos de opinião, os sócios e adeptos do Benfica não só não rejeitam o nome de Jorge Jesus como também evidenciam uma confiança expressiva no bom sucesso da sua contratação.

Conheço benfiquistas que assistiram, na segunda-feira, à transmissão televisiva do jogo Belenenses-Sporting de Braga e que, por antecipação, vibraram com a goleada imposta pela equipa de Jesus como se estivessem a ver o Benfica a jogar e a marcar golos atrás de golos.

— Este tipo percebe de bola.
— Vê-se logo que é um treinador que tem a equipa na mão.
— Este tipo até tem muito boa figura.
— Isto sim, é que é futebol de ataque.
— Dá gosto ver jogar o Braga.
— O César Peixoto é muito melhor do que o Aimar.
— Olha-me só o que eles correm.
— Lá vai o Belenenses para a segunda divisão.
— Não vai nada, o último jogo deles é fácil.
— Contra quem é?
— É contra nós, no Estádio da Luz.
— Ah, pois, já não me lembrava.
— Temos um calendário tramado até ao fim do campeonato.
— O Braga a querer o terceiro lugar e o Belenenses a não querer descer...
— Duas grandes complicações!

De um modo geral, é este o estado de espírito dos benfiquistas por muito que custe a acreditar, entre outras coisas, que o célebre e temido inferno da Luz se tenha transformado num inferno para os donos da casa e não para os visitantes como era noutros tempos.

Mas se, quando se trata de futebol, as opiniões são volúveis, quando se trata do Benfica as opiniões são voláteis.

Daí que a fé em Jesus tenha o seu grande teste marcado para o próximo domingo. Se o Benfica de Quique Flores ganhar ao Braga de Jorge Jesus, logo começarão muitos benfiquistas a torcer o nariz, desconfiados sobre as reais capacidades do treinador português. Ah, mas se o Sporting de Braga ganhar ao Benfica, este Jesus arrisca-se a conseguir convencer os cépticos e até os ateus.

E é nisto que estamos.

E é por isto que, sendo o Benfica um clube que gosta de prolongar discussões até que já ninguém se lembre do que se estava a discutir, o resultado mais previsível para domingo seja um empate.

segunda-feira, maio 11, 2009

A chama imensa: Portugal lava mais branco

por Ricardo Araújo Pereira (in Abola do dia 10.05.2009)

O Benfica não foi feito para lutar pelo terceiro lugar. A BOLA não me paga para escrever evidências (na verdade, paga-me para escrever parvoíces, e eu levo muito a sério os meus contratos), mas pelos vistos tem de ser. Nós não fomos feitos para andar a fazer contas aos resultados do Nacional da Madeira. Por isso, como é evidente, não encontro especial consolo nas declarações de Quique Flores, segundo o qual foram atingidos certos objectivos invisíveis. Na qualidade de benfiquista que não é dotado de visão de raio x, devo dizer que prefiro os objectivos que se podem ver, sobretudo os que têm forma de taça.

Eu sou pela estabilidade, mas não para o treinador. Para o director desportivo, sim: espero que Rui Costa tenha estabilidade para trabalhar muitos anos. De preferência com um treinador que perceba mesmo de futebol. Acho que era giro e inovador. Se tiver de ser um espanhol, o Ernesto Valverde está disponível.

Bruno Carvalho é, até agora, o único candidato à presidência do Benfica. Confesso que gosto de candidatos à presidência do Benfica. Não conheço cargo mais importante, e simpatizo com todos os que acreditam ter capacidade para o desempenhar — e mesmo com os que além disso acreditam que são Napoleão Bonaparte, como Guerra Madaleno. Mas acho um mau sinal que o mandatário da candidatura de Bruno Carvalho seja Petit. O Petit era um jogador à Benfica, e o que fez em campo pelo Glorioso só merece admiração. O problema é que o Petit é do Boavista. No dia 14 de Setembro de 2008, Petit confessou à imprensa que gostaria de voltar para o Boavista «como jogador, como director ou noutra qualquer função.» Volto a citar o Petit: «Quero levantar-me cedo da cama para fazer o que mais gosto e ajudar o clube do meu coração.» Nada disto é censurável: o Petit tem todo o direito a amar o clube que o formou. Mas o mandatário dos candidatos a presidente do Benfica não devia ser um benfiquista?

Pinto da Costa revelou esta semana o segredo do seu sucesso: o Porto é campeão porque ele escolhe os melhores. Os melhores quê?, pergunta o leitor. Pinto da Costa não disse. Mas quem, como nós, tem acompanhado a carreira do presidente do Porto, pode conjecturar. Os melhores lotes de café, talvez, para receber os árbitros em casa com a dignidade que eles merecem. Ou os melhores lugares no avião, para que eles cheguem ao Brasil mais descansados. São hipóteses possíveis, mas em Portugal os limites do possível excedem em muito a fronteira do provável. Em Portugal, é possível um dirigente estar a cumprir pena de suspensão por tentativa de corrupção activa e, simultaneamente, ser apontado pela comunicação social como um modelo irrepreensível de dirigismo competente. É um país em que nada mancha. Portugal lava mais branco que o OMO.

Há tempos dei por mim a pensar que o Brasil é o único país da América do Sul que pode ambicionar ser campeão da Europa: com a quantidade de brasileiros naturalizados nas selecções europeias, em breve haverá uma equipa exclusivamente composta por brasileiro a vencer o Campeonato da Europa. Portugal detém um recorde parecido: é o único país da América Latina que fica no continente europeu.

sexta-feira, maio 01, 2009

Dia do trabalhador


Um óptimo feriado, assim como um bom fim-de-semana. Essa de se comomorar o Dia do Trabalhador de papo para o ar não está correcto!

quinta-feira, abril 30, 2009

Quem tem medo do porco mau?



(por mail : mor)

sábado, abril 25, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

Eis, uma conterrânea

Laurinda Alves candidata ao Parlamento Europeu .

Laurinda Alves, natural de Aldeia Velha, é candidata às eleições europeias pelo Movimento Esperança Portugal (MEP), do qual é cabeça de lista. A candidata vai estar amanhã na Guarda para apresentar a sua candidatura ao Parlamento Europeu.

Laurinda Alves tem vindo a percorrer os vários distritos portugueses, no sentido de apresentar a lista dos candidatos e do programa do Movimento às eleições europeias.
Com a sua candidatura, Laurinda Alves espera ser «uma voz diferente na Europa, no sentido de criar uma maior proximidade entre as pessoas e o Parlamento Europeu, tendo como principal prioridade representar os anseios e expectativas reais dos portugueses». O MEP estabelece como os três pilares da candidatura o reforço da coesão social e territorial, o potenciamento do desenvolvimento humano sustentável e a criação de uma relação solidária e interdependente entre a Europa e o mundo.
Ao longo do dia, Laurinda Alves vai visitar algumas instituições de solidariedade social na Guarda, seguindo-se, às 21h30, a tertúlia, que deverá contar com a presença do presidente do MEP, Rui Marques.

in jornal
Cinco Quinas